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Será? Crime ambiental de quem mais deveria cuidar do meio ambiente de Barreiras?
18/05/2017 as 17:27 h  Autor Editoria  Imprimir Imprimir

Se isso for um fato, é revoltante para uma
comunidade que suplica a plantação de árvores
pela cidade e não sua devastação!

Muito estranha, no mínimo bizarra, a suposta atitude da secretaria de Meio Ambiente local. A equipe de trabalho não deve ter sido instruída adequadamente, pois, os homens, ao invés de fazerem uma simples poda apenas, fizeram foi decepar as árvores da praça Augusto Cezar Torres, no Centro Histórico de Barreiras, na comunidade da Humaitá. A ideia deve ter sido apenas aparar as arestas das plantas, mas, a realidade é outra: a vegetação foi completamente dilapidada, o que enfureceu a população que reside na área.

Os moradores tentaram falar com o pessoal que realizava a atividade para que parassem o serviço, mas eles foram irredutíveis e disseram que apenas cumpriam ordens. Resultado é que, numa cidade quente como a nossa, ainda mais nessa época de seca, as árvores não poderiam ser tratadas dessa maneira – incorreta para botânicos, biólogos, agrônomos e ecologistas. Estes profissionais reiteram que a poda é, sim, indicada em época de chuva e à serra, não a machado, como foi feita. “Desta forma, a planta sofre danos muito impactantes para a sua estrutura biofísica e pode até se molestar bastante com essa metodologia, que atrapalha o seu desenvolvimento normal, podendo até morrer”, afirmou um engenheiro agronômico que preferiu não se identificar.

 
Esperamos que esta prática não continue a ser feita pelo resto da vegetação urbana, interferindo no clima da cidade. Já que é sabido que o paisagismo ajuda a amenizar o calor.

Eu, como morador da comunidade da Humaitá, quando vi, o serviço já tinha sido concluído e fiquei muito indignado com a situação, já que sou um amante da ecologia e defendo a natureza com veemência. Ainda mais com aquele oitizeiro antigo e que serve de abrigo para as andorinhas, que aparecem no verão aos milhares e que se tornou um atrativo a mais para quem reside na área e pessoas que vêm de outras partes da cidade para apreciar esse evento fantástico oferecido por essas aves tão indefesas.

Esta região, conhecida como Humaitá – que é o nome da primeira rua de Barreiras – engloba outros logradouros como a rua das Palmeiras, Visconde do Rio Branco e Silva Jardim. Toda essa gente, moradora do local, ficou revoltada com o serviço prestado pelos funcionários municipais e, justamente em um dos setores mais aprazíveis, bucólicos e tranquilos da cidade, ainda hoje. Como vamos deleitar, agora, a fresca da praça, quando da época de muito calor, como sempre fizemos, sem a sombra fabulosa que oferecia o bendito pé de oiti?


É uma situação lastimável e até injusta para com a população e, principalmente com a mãe Natureza, que vem sofrendo na mão dos humanos há séculos. Suponhamos, bizarramente, ter sido uma ordem de serviço partida da entidade que existe para exatamente proteger o meio ambiente, se for, o pessoal da secretaria deveria pensar melhor para agir com correção junto ao nosso maior patrimônio, o habitat, que é a nossa casa. Fica o registro de minha revolta e aconselho que o órgão deveria utilizar melhor seus recursos humanos, pois soube que há profissionais de excelência trabalhando na entidade e, depois que a nova administração assumiu, estes foram remanejados para outros setores do órgão e, segundo fontes, até tiveram seus salários reduzidos, o que é anticonstitucional. Se toquem! #FicaDica.

PS: Segundo a Comunicação da Prefeitura nos informaram que, o que de fato ocorreu, foi de um servidor público, da secretaria de Meio Ambiente, por conta própria, resolver mandar a equipe de poda realizar o serviço naquela praça. E agora? O que vai acontecer? Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos...

Por Demetrius Macêdo
Repórter Interbairros

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