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COMUNIDADE E FORMAS DE ESTAR JUNTOS
Data 30/07/2012 as 09:41 h  Autor Bruno Peron  Vezes 183
A noção de comunidade tem sofrido variações substantivas ao longo do tempo e do desenvolvimento técnico das civilizações ocidentais. O compartilhamento pode ser a moradia num bairro (onde muitas vezes o termo comunidade é eufemismo de favelas ou áreas pobres de uma cidade), o gosto musical e, hoje em dia, o pertencimento à mesma rede social na Internet. Há que esboçar o algo em comum que se espera dos membros de uma comunidade.

Estudos antropológicos referiam-se a comunidades camponesas, indígenas e quilombolas com mais frequência antes do êxodo rural. Em meados do século XX, o número de habitantes nas cidades da América Latina ultrapassou o dos que vivem no campo e, poucas décadas mais tarde, a percentagem da concentração urbana corresponde à maioria de sua população.

Algumas implicações são de que formaram-se comunidades distintas daquelas que se conheciam antes da concentração urbana. Nas cidades, há grupos de vizinhos que se reúnem para planejar ações de melhoria do prédio, da rua e do bairro. Há também comunidades religiosas que congregam os fiéis em torno de quermesses, festas juninas, procissões e outros eventos públicos.

As cidades contêm profusão de experiências comunitárias. Idosos reúnem-se para praticar atividades físicas, encontros recreativos tomam lugar nos clubes e bares, jovens convidam-se para cortar as quadras com skate e também fazem campeonatos em jogos eletrônicos.

Este é o ponto de maior inflexão do sentido de comunidade. Primeiro, as gerações atuais dos jovens das cidades têm sido protagonistas destas mudanças; segundo, o lugar onde elas ocorrem deixa de ser físico e passa a ser virtual, deixa frequentemente de ser pessoal e torna-se impessoal (onde há interação com pessoas desconhecidas ou das quais há poucas referências).

Comunidade, portanto, é estar juntos para compartilhar um espaço em que os agentes são quase anônimos. O encontro constitui, com efeito, uma relação próximo-distante em que a comunidade é o novo ambiente de uma necessidade da vida moderna. Seus membros só não são completamente anônimos porque, por exemplo, os jogadores de vários países identificam-se com apelidos enquanto se massacram num combate eletrônico pelo Playstation 3 ou X-Box 360.

Os jovens que crescem no meio eletrônico têm, por um lado, recursos que a geração anterior não imaginava (por exemplo "postar", "twittar" e "blogar" entre seus amigos virtuais usando um computador na forma de tablete cuja bateria dura muitas horas). Por outro, a geração mais recente assume o senso de comunidade do próximo-distante e do anonimato como algo natural da sociedade em que cresce porque não a conheceu de outra forma.

O sentido de comunidade redesenha-se também pelo espaço de atuação, que é cada vez mais emaranhado em processos nacionais e transnacionais. Vídeos publicados no YouTube por usuários em qualquer lugar do mundo recebem milhares de acessos devido ao sentimento de comunidade ou de pertencimento que despertam. Um viajante não rompe temporariamente seus laços afetivos na medida em que se comunica com parentes pelas redes sociais virtuais.

Habitantes da cidade, por vezes, usam o termo comunidade como se se tratasse daquilo que parou no tempo ou não se modernizou como nas capitais. Fazem tais referências, contudo, quando têm tempo para quebrar a rotina. Usam-se termos como pueblo no México, provincia na Argentina e interior no Brasil. Apesar das oposições que surgem entre rural e urbano, tradicional e moderno, local e global, analógico e digital, há muitas formas de estar juntos.

Bruno Peron
http://www.brunoperon.com.br
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Está na hora de começar o planejamento para a próxima safra. Agricultores familiares que vão financiar o custeio agrícola na safra 2013/2014, a partir de julho deste ano, podem planejar suas ações começando com a análise de solo. “Os agricultores devem fazer as análises com antecedência, para terem o resultado antes do momento de fazer um contrato ou de renovar as operações”, observa o coordenador do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), José Carlos Zukowski, da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).
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O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, determinou a realização de reuniões técnicas entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – autarquia ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) – e a Secretaria de Controle Externo da Agricultura e do Meio Ambiente do tribunal, a fim de nivelar o entendimento técnico em relação ao Acórdão 3479/2012, que impede que a autarquia vistorie imóveis que tenham sofrido algum tipo de ocupação.
Diante de uma política cada vez mais dominada por compadrios e acordos fisiológicos, sempre no viés eleitoreiro, o Correio da Cidadania inicia sequência de entrevistas com figuras relevantes, de dentro e fora da política parlamentar, do campo da esquerda, a fim de debater o atual momento político que vigora no país. Trata-se de lançar um olhar mais aprofundado para as eleições gerais de 2014, já mobilizadora de boa parte das energias dos grandes partidos e também da mídia.
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